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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Versão robótica do Gasparzinho pode ser o futuro da comunicação no Japão



Imagine uma versão mais feia do Gasparzinho feita de tecido, que fala com você, imita seus movimentos e custa 35 mil dólares. Esse é o Telenoid R1 e ele pode ser o futuro da comunicação no Japão.

Os braços, o rosto e a cauda (isso mesmo, a cauda) do robô se movem em sintonia com o do usuário, transmitindo os movimentos e as ações da pessoa para algum interlocutor. A androgenia da engenhoca é proposital, segundo os fabricantes, já que tanto homens quanto mulheres poderiam usar o robô para se comunicar.

Mas, falando sério, se você usasse esse negócio para mandar uma mensagem para seu filho de oito anos a criança nunca mais ia conseguir ter uma noite de sono. E deixar essa versão mais feia do Gasparzinho na sala também ia deixar as visitas meio assustadas. Confira o vídeo:



(Hypescience 02/08/2010)

Águas japonesas e australianas abrigam profundos segredos

SYDNEY, 2 Ago 2010 (AFP) -Austrália e Japão contam com um dos oceanos mais diversificados, mas milhares de organismos permanecem desconhecidos para a ciência, em um momento em que o aquecimento global representa um dos maiores perigos para a vida marinha.

Os dois países abrigam em torno de 33.000 espécies conhecidas, segundo um estudo realizado nos últimos 10 anos sobre a vida marinha chamado "O Que Vive no Mar".

Mas deve haver até 250.000 espécies nas vastas águas da Austrália, onde se encontram três oceanos e quatro mares, e que banham desde o trópico até o pólo sul.

"Há uma variedade de hábitats e vida oceânica, mas a maioria foi pouco ou nada explorada", escreveu o principal autor deste relatório, Alan Butler, da Organização de Pesquisa Científica e Industrial da Comunidade Britânica.

A maioria das 33.000 espécies registradas na Austrália incluem peixes, aves marinhas e mamíferos marinhos. Butler estima que sejam conhecidos apenas 20% do total das espécies.

A vida concentra-se principalmente no nordeste, onde existe a Grande Barreira de Coral, o maior recife do mundo, que abriga coloridos corais, golfinhos, tartarugas e dugongos.

"A Austrália tem uma riqueza ecológica tremenda", disse a porta-voz do censo marinho Jessie Ausubel. "Está muito avançada na criação de áreas marinhas protegidas, em torno dos recifes de corais, mas também em suas águas profundas".

Katsunori Fujikura, da Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia do Mar e da Terra, afirmou que em torno de 155.000 espécies foram detectadas nas águas japonesas, apenas 30% da vida estimada, e que apenas em torno de 33.000 foram registradas oficialmente.

"A razão dessa grande diversidade é sem dúvida a variedade de hábitats existentes nas águas japonesas", disse Fujikura.

Em torno de onze vezes superiores à sua extensão terrestre, as águas do Japão têm recifes de corais, mares cercados de gelo e em torno de 10 km de profundidade.

As fortes correntes de água fazem com que apenas em torno de 5,6% dessas espécies sejam exclusivas do Japão.

Como contraste, 19% das 17.000 espécies da Nova Zelândia encontram-se somente ao redor da ilha, e o Oceano Antártico Sul abriga espécies que não são encontradas em outro lugar.

A remota e hostil região do oceano Antártico é a moradia de 8.800 espécies, a maioria animais, esponjas e pequenos crustáceos.

No entanto, mais de 90% dessas espécies marinhas vivem a mais de 1 km de profundidade e são conhecidas menos de 11% da vida em águas profundas, havendo ainda "muitas espécies a serem descobertas", afirma Hugh Griffiths, autor do relatório do Estudo Britânico Antártico.

Griffithis afirma que registrar a vida marinha do Oceano Antártico deveria ser uma "prioridade maior" na corrida contra o aquecimento global.

(Terra, 02/08/2010)

domingo, 1 de agosto de 2010

Japão quer construir estação lunar até 2020

O Japão está planejando enviar robôs para a Lua em cinco anos e, em 2020, construir uma base lunar.
Os robôs iriam instalar painéis solares para gerar energia e coletar amostras geológicas. Esse material seria reenviado através de foguetes para a Terra. E, a partir de 2020, os robôs trabalhariam nessa base lunar.
No entanto, estima-se que toda essa operação custaria cerca de 2,57 bilhões de dólares nos próximos 10 anos – o que pode desagradar o governo japonês, que está tentando cortar custos.
Segundo os japoneses, é muito importante estudar a Lua e o país quer garantir seu lugar no satélite, já que outros países asiáticos, como Índia e China, também estariam tentando construir bases lunares.
Os Estados Unidos, que pretendiam levar homens à Lua novamente, estão planejando cancelar a viagem. [Herald Sun]

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Organismo unicelular é capaz de criar rede tão complexa quanto o metrô de Tóquio

Por Henry Fountain
The New York Times


Palmas para os micetozoários. Pesquisadores no Japão mostraram que um tipo de micetozoário pode desenvolver uma rede tão eficiente quanto uma criada por humanos ao longo de muitos anos: o sistema de metrô de Tóquio.

Mais do que isso, o micetozoário consegue construir sua rede em um dia.

Micetozoário é como os cientistas chamam um organismo unicelular ameboide. Quando em busca de comida, ele se espalha como uma massa amorfa – e então constrói conexões tubulares entre as fontes de alimento.
Pode ser apenas uma ameba, mas é uma ameba esperta.

"Encontramos uma habilidade inesperadamente alta de processamento de informações nesse organismo", disse Toshiyuki Nakagaki, pesquisador da Universidade Hokkaido que estuda os micetozoários há muito tempo.

"Eu queria propor um programa complicado a esse micetozoário, para criar uma grande rede", disse Nakagaki.

"Esse tipo de programa não é simples, mesmo para humanos".

Assim, ele e seus colegas montaram um experimento onde colocavam 36 pedaços de alimento num padrão correspondente a cidades na área de Tóquio, e um micetozoário, Physarum polycephalum, no local correspondente a Tóquio.

Conforme relatam na revista Science, após 26 horas o organismo criou uma série de conexões tubulares que se pareciam bastante com as ligações de metrô entre essas cidades. Os pesquisadores descobriram que a rede do ameboide era tão eficiente quanto o sistema de metrô, também tolerando interrupções nas conexões, e havia sido criada a um custo razoável para o organismo.

Obviamente, uma série de pequenos tubos é muito diferente de uma grande rede de trilhos. "Por trás das diferenças, contudo, existe um princípio comum do ponto de vista matemático", afirmou Nakagaki. Usando o desempenho do organismo como guia, os pesquisadores criaram um modelo matemático que, segundo eles, pode ajudar no desenvolvimento de outras redes, como as utilizadas em comunicações móveis.

(BOl, 02/02/2010)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Cientistas desafiam pesquisas japonesas com baleias mortas

A pesquisa usará técnicas não letais para estudar a ecologia das baleias e seu impacto no ecossistema

Associated Press


WELLINGTON, NOVA ZELÂNDIA - Uma equipe internacional de cientistas está a caminho da Antártida para estudar baleias, numa tentativa de mostrar que a matança anual de baleias pelo Japão, feita sob a alegação de que isso é necessário para fins científicos, não se justifica.

O navio que transporta os pesquisadores envolvidos no projeto deve partir da Nova Zelândia na terça-feira, 2, disse a porta-voz Patti Lucas.

Cerca de 18 cientistas, da Austrália, França e Nova Zelândia estão tomando parte na viagem inicial de seis semanas para estudar as baleias, seus hábitos alimentares e sua interação com o meio ambiente.

A pesquisa usará técnicas não letais para estudar a ecologia das baleias e seu impacto no ecossistema do continente gelado, disse o cientista-chefe interino da Divisão Antártica Australiana, Steve Nicol.

O Japão atualmente mantém uma frota de seis baleeiros em águas antárticas, como parte de um programa de caça científica, permitido pela Comissão Baleeira Internacional.

Críticos, incluindo os governos australiano e neozelandês, dizem que o programa do Japão é apenas uma fachada para a caça comercial, proibida por acordo internacional.

Em anos recentes, as águas da Antártida têm sido palco de confrontos, às vezes perigosos, entre baleeiros japoneses e navios de grupos ambientalistas.

(estadao, 01/01/2010)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O ornitorrinco pode ser fofo, mas está longe de ser inofensivo

No livro "The Nutmeg of Consolation", de Patrick O’Brian, o 14º de sua série de romances marítimos, a alegria escancarada do Dr. Stephen Maturin por finalmente ver um ornitorrinco na Austrália é imediatamente diminuída pela dor incapacitante que ele sente quando é picado pelos esporões venenosos das patas traseiras do animal.

Maturin poderia ser perdoado se não soubesse que o ornitorrinco está entre os poucos mamíferos capazes de produzir veneno (no caso dos ornitorrincos, apenas os machos). Mesmo os que sabem sobre o veneno desse animal não conhecem muita coisa.

Agora, podem saber mais. Pesquisadores no Japão identificaram alguns dos elementos constituintes do veneno capazes de torná-lo tão doloroso.

Usando cromatografia líquida de alto desempenho e outras técnicas, Masaki Kita, da Universidade de Tsukuba, Daisuke Uemura, da Universidade de Nagoya, e colegas analisaram amostras de veneno e identificaram 12 peptídeos, pequenas cadeias de aminoácidos e elementos formadores das proteínas. Suas descobertas são relatadas no The Journal of the American Chemical Society.

Em estudos laboratoriais anteriores, os pesquisadores descobriram que o veneno bruto fazia com que células nervosas em cultura absorvessem íons de cálcio lenta e continuamente. Isso deu uma ideia sobre como age o veneno, pois o fluxo de cálcio em células nervosas está relacionado à sensação de dor. Um dos peptídeos identificados, chamado de heptapeptide-1, mostrou aumentar sozinho o fluxo de íon de cálcio. Isso sugere que esse talvez seja o principal componente responsável pelo efeito do veneno.

Tradução: Gabriela d'Avila

(gazetaweb, 24/01/2010)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Japoneses gastam mais de R$ 18 bi por ano em cuidados com cães

Uma consultoria japonesa, a JPR Corporation, informou que os japoneses gastam um trilhão de ienes por ano (quase R$ 18 bilhões) com seus bichos de estimação.

Os gastos não se resumem apenas a veterinários. De acordo com o correspondente da BBC no país, Roland Buerk, um exemplo destes altos gastos está nos salões de beleza para cães.

Num salão de Shirokane, por exemplo, os donos de cães gastam cerca de 9450 ienes (cerca de R$ 177) por uma sessão de banho e tosa.

Os gastos com roupas também são altos. Além das roupas para proteger os cães dos frios, os japoneses também investem em tradicionais quimonos de Ano Novo, só que para cachorro.

De acordo com vendedores das pet shops os cães são vestidos com estes quimonos e aparecem nas fotos usadas pelas famílias em cartões de Boas Festas.

Além de roupas, o mercado de acessórios para os pets também está em crescimento, apesar da crise econômica que atingiu o país. Os donos podem escolher entre faixas para cabeça, prendedores de pelos e até colares para os cães.

Buerk afirma que é comum observar nas ruas do Japão cães sendo levados em carrinhos de bebê. E a baixa taxa de natalidade o país significa que os cães devem superar o número de crianças abaixo de dez anos.

Mesmo os que não tem espaço em seus apartamentos para manter um bicho não ficam fora do mercado. Para estes a alternativa é "alugar um bicho". Em locais como a Cat Magic, em Shinjuku, os japoneses gastam mil ienes (quase R$ 18) para passar uma hora na companhia de um gato.

(O Globo, 19/01/2010)