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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Guerra de robôs: Gundam japonês derrota impostor chinês

TÓQUIO — O robô japonês Gundam, com 18 metros de altura e venerado por milhões de fãs de desenhos animados de ficção científica, derrotou nesta segunda-feira seu rival e sósia, instalado, aparentemente sem autorização, em um parque temático chinês.

Os amantes da série televisiva "Mobile Suit Gundam" ficaram animados após terem visto na TV japonesa imagens de um robô gigante dourado, praticamente igual ao herói amado no país, suspenso sobre o parque de diversão Floraland de Chengdu, capital da província de Sichuan (sudoeste da China).

Como o Gundam, cuja reprodução em tamanho natural foi exposta em Tóquio antes de ir para a cidade costeira de Shizuoka, o robô chinês ostentava em seus ombros as logos da EFSP e WB, significando respectivamente "Federal Earth Space Force" (Força Espacial da Federação Terrestre), que controla as colônias do espaço, e "White Base", nome da nave espacial Gundam.

Um porta-voz do parque Floraland afirmou ao canal pago Fuji TV que a concepção do robô chinês era "inteiramente original", mas acrescentou que o parque pretendia "remodelar" a estátua porque muitos disseram que ela lembrava bastante o Gundam.

A empresa japonesa Sotsu, que detém os direitos autorais e de comercialização da série de TV, informou que espera ter mais elementos antes de dar o próximo passo no caso.

"Nós fomos informados que uma cópia da estátua do 'Mobile Suit Gundam' estava sendo construída em um parque temático em Sichuan", declarou um responsável. "Estamos reunindo informações já que os detalhes não estão claros ainda".

Na tarde desta segunda-feira, no entanto, um residente de Chengdu declarou à AFP que a estátua tinha sido retirada do parque e que responsáveis do Floraland tinham até garantido que ela jamais existiu.

A série Gundam, transmitida pela primeira vez no Japão em 1979, e seus produtos derivados seduziram legiões de admiradores em vários países, incluindo a China.

Há alguns dias, a Fuji TV também mostrou estátuas em um parque de Chengdu que estranhamente lembravam os personagens da série de ficção científica japonesa "Ultraman".

(AFP, 20/12/2010)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Mulher de primeiro-ministro japonês critica marido publicamente em livro

Na obra lançada nesta semana, primeira-dama pergunta o que Naoto Kan pode fazer para mudar o país.

A mulher do primeiro-ministro japonês questionou publicamente a capacidade de seu marido de governar o país em um livro publicado nesta semana no Japão.

Com o título: "O que vai mudar no Japão agora que você é primeiro-ministro", Nobuko Kan critica desde o primeiro discurso de Naoto Kan no Parlamento até o seu senso de moda e inabilidade para cozinhar.

Naoto Kan se tornou o líder da segunda maior economia mundial no mês passado e está casado com Nobuko há 40 anos.

No livro, Nobuko escreve: "Me pergunto se está tudo bem com o fato deste homem ser o primeiro ministro, porque o conheço tão bem...".

O livro foi escrito antes das eleições para a câmara alta do Parlamento neste mês, nas quais os eleitores parecem ter concordado com a análise de Nobuko, quando o partido de Naoto, o Partido Democrático do Japão, perdeu a maioria na casa.

Segundo o correspondente da BBC em Tóquio, Roland Buerk, a decisão de publicar o livro é considerada excêntrica até para os padrões das primeiras-damas japonesas.

A última delas, Miyuki Hatoyama, disse que tinha estado no planeta Vênus e que havia conhecido Tom Cruise em uma vida passada, quando ele era japonês.

Mas o casal é famoso entre o público japonês pela disposição de Nobuko de brigar com o marido em público, e por seu casamento de longa duração.

O primeiro-ministro já se referiu à sua esposa como "a oposição dentro de casa".

Quando repórteres perguntaram a ele sobre o livro, Naoto Kan afirmou que estava com muito medo de lê-lo. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

(Estadão, 22/07/2010)

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Sobreviventes de Hiroshima e Nagasaki pedem fim de armas atômicas

Cidadãos japoneses sobreviventes das explosões atômicas de Hiroshima e Nagasaki pediram nesta sexta-feira na Cidade do México a destruição de todas as armas nucleares para salvar a humanidade de "outro inferno".

"As bombas e os humanos não podem conviver. Nós consideramos que as bombas atômicas têm de ser eliminadas no mundo, pois não queremos que se repita a história em nenhum lugar", declarou Mitsuo Kodama, 77 anos, sobrevivente da bomba de Hiroshima.

Kodama participou de um seminário de desarmamento nuclear e não-proliferação realizado na Chancelaria mexicana, onde assegurou que "nunca se esquecerá" daquele agosto de 1945.

O seminário realizado na Cidade do México faz parte de uma expedição global contra as armas nucleares na qual viajam dez "hibakusha" - nome pelo qual são denominados no Japão os sobreviventes das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki.

O périplo os leva a vários países para reivindicar um mundo sem armas nucleares.

Kodama explicou que ele era um dos 300 estudantes de nível fundamental que estavam em uma escola localizada a 800 m do ponto onde explodiu a bomba nuclear de Hiroshima e na qual, milagrosamente, cinco pessoas sobreviveram.

"Eu não tenho filhos. Sou uma das poucas pessoas afortunadas que conseguiu sobreviver, mas com lamentáveis sequelas. Vivo com mais de 12 tipos de câncer na pele e cinco dentro do meu corpo, que venci por um milagre", explicou Kodama, ao ressaltar que seu corpo recebeu 4,6 unidades de radiação após a explosão da bomba.

Na cerimônia, o primeiro-secretário para assuntos políticos da embaixada do Japão no México, Hiroshi Ezake, deixou claro que seu país manterá como missão principal "eliminar totalmente as armas desse tipo" no mundo.

O diretor da Chancelaria mexicana para as Nações Unidas, Pablo Macedo Riba, reconheceu que ainda falta muito a fazer, já que no planeta "existem cerca de 23 mil armas nucleares", 90% pertencentes à Rússia e aos Estados Unidos.

(Terra, 09/07/2010)

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Interpol procura ativista contrário à caça de baleias

O líder de uma organização que se opõe à caça de baleias está sendo procurado pela polícia internacional, afirmou nesta sexta-feira a Guarda Costeira japonesa. Alegando que ele planejou um bloqueio da missão japonesa de caça na região da Antártida, o Japão pediu à Interpol que coloque Paul Watson na lista de pessoas procuradas internacionalmente.

O Japão acusa a organização Sea Shepherd, sediada nos Estados Unidos, de pôr em perigo a vida dos caçadores durante a temporada anual de caça no Antártico. Watson, um canadense de 59 anos, está na lista da Interpol desde quarta-feira, afirmou um porta-voz da Guarda Costeira japonesa. Segundo ele, não se sabe qual é o paradeiro do ativista. Funcionários do Sea Shepherd não comentaram o assunto.

A cada ano, o Sea Shepherd tenta impedir que os japoneses prossigam com a caça de baleias, realizada no âmbito de uma exceção prevista na moratória da caça imposta pela Comissão Internacional da Baleia (CIB) em 1986. A Guarda Costeira japonesa já tem em suas mãos uma ordem de prisão contra Watson, emitida por uma corte em abril, vinculada ao julgamento de outro ativista acusado de obstruir a caça no Antártico. Promotores japoneses acusam Watson de ter ordenado que Peter Bethune abordasse o navio Shonan Maru 2, destinado à caça de baleias, em fevereiro.

Watson nega ter envolvimento com o caso. Bethune foi acusado de posse ilegal de uma propriedade, vandalismo, posse de uma faca, obstrução comercial e agressão. O ativista da Nova Zelândia declarou que era culpado de todas as acusações, exceto agressão. Os promotores pediram dois anos de prisão para Bethune este mês, na última sessão do julgamento, que ainda prossegue. O veredicto deve ser divulgado em 7 de julho. Nenhum dos membros do Sea Shepherd, entre eles Watson, compareceu ao julgamento.

(Estadão, 25/06/2010)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Naoto Kan é eleito novo premiê do Japão


Naoto Kan (de frente, à esquerda) assumiu cargo no lugar de Yukio Hatoyama (à direita) (Foto: AFP)

Naoto Kan foi eleito nesta sexta-feira primeiro-ministro do Japão, com a difícil missão de restabelecer a confiança depois do fracasso do mandato de seu antecessor, Yukio Hatoyama. Até então, ele fazia parte do governo no cargo de vice-premiê e ministro das Finanças. Quando Hatoyama renunciou, Kan já começou a figurar como o nome ideal para assumir seu lugar.
Aos 63 anos, o ex-militante de esquerda convertido em partidário do rigor orçamentário, obteve 436 votos a favor de um total de 714 nas duas câmaras do Parlamento japonês. "A prioridade, agora, é revitalizar o país e ter um partido cujos membros possam levantar-se todos juntos e proclamar com confiança 'Podemos fazer isso'", declarou Kan ante os representantes do Partido Democrata do Japão (PDJ), no poder desde agosto de 2009.

"Nos últimos 20 anos, a economia japonesa permaneceu em ponto morto. O crescimento parou. Os jovens não encontram trabalho. Não é um fenômeno natural. É culpa de políticas errôneas", destacou. "Acho que podemos obter uma economia forte, finanças fortes, uma proteção social forte, tudo ao mesmo tempo", acrescentou, prometendo reduzir a astronômica dívida pública japonesa que alcança cerca de 200% do PIB.

Missão - Como titular das Finanças, Kan adotou posições realistas ante a situação econômica, pronunciando-se publicamente a favor de pôr um limite no endividamento da segunda economia mundial. A tarefa do novo primeiro-ministro não será, no entanto, fácil, depois do fracasso do primeiro governo da ex-oposição de centro-esquerda, alçada ao poder por uma imensa maioria dos japoneses cansados de meio século de governos conservadores.

"Lamentamos profundamente não ter cumprido as promessas que fizemos ao povo", declarou o ex-premiê Yukio Hatoyama no momento de sua decisão, ao fim de nove meses de governo durante os quais sua popularidade passou de mais de 70% a 20%. Ele prometeu, principalmente, retirar uma base aérea americana da ilha de Okinawa, mas Washington insistiu que Tóquio respeitasse o acordo sobre sua manutenção assinado em 2006 entre os dois aliados.

Entre os principais desafios que o novo premiê deverá enfrentar, estão resolver a questão de uma deflação que fragiliza a reativação econômica, lutar contra uma alta do iene que prejudica as empresas japonesas exportadoras, encontrar o modo de financiar as generosas promessas de subsídios feitas pelo PDJ e propor rapidamente uma estratégia de crescimento econômico a médio e longo prazo concreto para os meios empresariais.

A Bolsa de Tóquio permaneceu impassível ante a nomeação de Kan, apesar de os investidores apreciarem sua posição a favor de um iene mais fraco, e fechou praticamente em equilíbrio (-0,13%) à espera de conhecer as intenções econômicas precisas do novo governo, segundo os analistas.

(Com agência France-Presse)

(Veja.com, 04/06/2010)

domingo, 31 de janeiro de 2010

Chinês que 'morou' três meses em aeroporto de Tóquio encerra protesto

Um dissidente chinês que estava há quase três meses "morando" no aeroporto mais movimentado do Japão concordou neste domingo em deixar o local e tentar voltar a seu país.

Feng Zhenghu, de 55 anos, decidiu permancer na área de desembarque do aeorporto de Narita, em Tóquio, em novembro passado, depois de ter sua entrada na China recusada quatro vezes.

Ele havia ido ao Japão para visitar sua irmã, mas na volta enfrentou problemas ou com as companhias aéreas - que recusaram seu embarque - ou com as autoridades chinesas - que rejeitaram sua entrada em Xangai e o mandaram de volta a Tóquio.

De posse de um celular e um laptop, ele passou a narrar sua experiência em um blog e através do site Twitter.

'Mendigo'

Segundo a organização de defesa dos direitos humanos, Zheng é "um ativista de destaque" e já ficou preso durante três anos por suas atividades.

Ele disse que decidiu sair do aeroporto depois de ter sido visitado por autoridades chinesas, apesar de não ter revelado o conteúdo da conversa.

Zheng deve entrar no Japão na próxima terça-feira e tentar voltar para a China depois.

Desde novembro, ele está em uma área pequena entre o desembarque dos aviões e os guichês da imigração japonesa, por onde passam diariamente milhares de pessoas.

Em uma entrevista à BBC em dezembro, Zheng disse que estava sobrevivendo graças a alimentos deixados pelos passageiros.

"Não tem chuveiro, banheira. É muito difícil psicologicamente porque as pessoas olham para mim como se eu fosse um mendigo. Me sinto envergonhado", afirmou.

"A única coisa que quero agora é ir para o meu país e ir para minha casa", disse ele, na época.

(O Globo, 31/01/2010)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Coreanas são presas por entrar no Japão com impressões digitais falsas

Tóquio, 26 jan (EFE).- A Polícia japonesa informou hoje que prendeu duas sul-coreanas que burlaram em várias ocasiões os controles migratórios biométricos do Japão usando impressões digitais adesivas falsas.

As mulheres, de 30 e 31 anos, confessaram ter passado pelos scanners digitais do aeroporto internacional de Tóquio em várias ocasiões entre maio e outubro de 2008 utilizando esta técnica.

Segundo o Escritório de Imigração do Japão, esta é a primeira vez que o país prende alguém que entrou no país usando este tipo de fraude.

As sul-coreanas tinham recebido ordens de deportação após o vencimento de seus vistos no início de 2008, mas conseguiram adquirir as impressões digitais falsas para voltar a entrar no Japão, onde trabalhavam em um bordel.

As mulheres se entregaram às autoridades japonesas assegurando que queriam retornar a seu país, segundo a agência local "Kyodo".

Anteriormente, os funcionários de imigração do Japão prenderam uma cidadã chinesa que tinha passado por uma cirurgia plástica para substituir suas impressões digitais e poder entrar de maneira ilegal no país.

Esse primeiro caso elevou o alerta nos postos de entrada do Japão após a comprovação da existência, na China, de operações para modificar as digitais, por valores próximos a 11 mil euros.

Todos os estrangeiros que desejam entrar no Japão devem permitir que suas impressões digitais sejam registradas e comprovadas, sistema similar ao usado pelos Estados Unidos, visando aumentar a segurança.

Devido ao aumento dos casos de falsificação de impressões digitais, o Japão pretende começar a utilizar em março novas técnicas que permitam detectar as novas fraudes para enganar os scanners. EFE

(G1, 26/01/2010)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Japão reconhece que resultado eleitoral em Okinawa se opõe à base dos EUA

Tóquio, 25 jan (EFE).- O primeiro-ministro, Yukio Hatoyama, disse hoje (horário local, domingo no Brasil) que a vitória de um político que se opõe à mudança de uma base dos Estados Unidos nas eleições à Prefeitura de Nago (Okinawa) é uma "manifestação da vontade popular", informou a agência "Kyodo".

Susumu Inamine, que se opunha à mudança da base aérea americano de Futemma para Nago, ambos na ilha de Okinawa (sul do Japão), venceu o candidato que era favorável ao novo desdobramento, centro da polêmica nas relações do novo Governo de Tóquio e Washington.

Hatoyama, líder do Partido Democrático (PD), chegou ao poder em setembro do ano passado, pondo fim a mais de meio século de predomínio do Partido Democrata Liberal (PLD), com a promessa de revisar o acordo para transferir a base de Futemma.

A vitória de Inamine acrescenta mais pressão ao Governo, que assegurou que se pronunciará sobre sua decisão final antes do fim do mês de maio, apesar de os EUA terem pedido a Tóquio uma resolução rápida.

A base aérea americana de Futemma se encontra em uma área densamente povoada na localidade de Ginowan, o que provoca vários problemas aos moradores e aumentou suas queixas.

Os EUA mantêm no Japão cerca de 50 mil militares, a maioria deles no arquipélago de Okinawa. EFE

(G1, 24/01/2010)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Japão vai doar US$ 70 milhões para ajudar o Haiti

AE-DOW JONES - Agencia Estado

TÓQUIO - O Japão assumirá, nesta segunda-feira, o compromisso de doar um total de US$ 70 milhões para ajuda às vítimas do terremoto no Haiti. O anúncio será realizado numa conferência internacional de doadores em Montreal, informou a agência de notícias japonesa Kyodo.

"O governo japonês decidiu elevar sua ajuda para as vítimas do terremoto no Haiti de US$ 5 milhões para 70 milhões", disse a agência, a partir de Nova York, citando fontes do governo não identificadas.

Os doadores internacionais organizaram o encontro a fim de discutir a reconstrução do Haiti depois do abalo que atingiu o país no dia 12 de janeiro, o pior já registrado nas Américas.

Brasil, Estados Unidos, Canadá, França e outros doadores com interesse no Haiti vão tentar montar estratégias de longo prazo para tentar colocar o país - o mais pobre do Hemisfério Norte -, no caminho da recuperação.

O Japão havia prometido inicialmente US$ 5 milhões, dias depois do terremoto, um montante muito menor do que a ajuda de US$ 100 milhões oferecida pelos EUA e menos do que os US$ 10 milhões prometidos pela Coreia do Sul. De acordo com a agência de notícias, depois da promessa inicial dos japoneses, "as Nações Unidas pediram fortemente que o Japão aumentasse sua ajuda, como segunda maior economia do mundo e segundo maior doador das Nações Unidas. As informações são da Dow Jones.

(estadao.com.br, 25/01/2010)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Gigante aérea japonesa 'quebra' e anuncia programa de recuperação

Japan Airlines passará por reestruturação e terá nova administração.
Graças a ajuda de fundo do governo, empresa continuará voando.


A companhia aérea japonesa Japan Airlines (JAL), a maior da Ásia, apresentou nesta terça-feira (19) pedido de concordata em um tribunal de Tóquio, de acordo com a lei local de reabilitação corporativa, informou a agência "Kyodo".

Segundo a Reuters, a companhia acumulava um total em dívidas de 2,3 trilhões de ienes ( US$ 25,4 bilhões) até o final de setembro.

A concordata é um recurso legal que empresas utilizam quando não conseguem mais pagar suas dívidas para continuar em atividade. O pedido de concordata durante o processo de falência permite manter a empresa em funcionamento. Na falência, todas as atividades da empresa são encerradas.

A companhia, de acordo com agências internacionais, continuará voando graças ao apoio de quase 1 trilhão de ienes (US$ 11 bilhões) do Enterprise Turnaround Initiative Corp of Japan (Etic), fundo apoiado por recursos do governo e voltado a resgatar empresas.


A empresa, no entanto, deverá passar por uma profunda reestruturação, incluindo a formação de um novo conselho de administração. A Japan Airlines já foi socorrida pelo governo três vezes nos últimos dez anos.

A concordata da empresa é a sexta maior "quebra" da história do Japão após a Segunda Guerra Mundial, e a mais grave já registrada por uma companhia que não pertence ao setor financeiro.

O plano de reestruturação prevê que a JAL possa voltar aos números positivos no ano fiscal de 2011. Caso a estratégia não dê certo, os bens da companhia seriam postos à venda para garantir o ressarcimento de seus credores.

Está previsto que, por conta da quebra, as ações da JAL deixem de ser negociadas. Em apenas uma semana, os títulos perderam 90% de seu valor, até alcançar uma capitalização total de apenas US$ 150 milhões.

Influências


Para analistas, são muitas as razões que levaram a companhia à situação financeira em que se encontra. A administração da empresa tem frequentemente sido criticada: um diretor executivo deixou a companhia em 2005 depois de diversas falhas de segurança prejudicarem a imagem da JAL.

Além disso, a Japan Airlines enfrentou outros problemas relacionados à aviação mundial na última década, como o atentado de 11 de setembro de 2001, a gripe aviária, o aumento dos preços dos combustíveis e a crise financeira internacional. Na opinião do mercado, a ajuda do governo é a única razão pela qual ainda não foi à falência.

Demissões

Na semana passada, a empresa anunciou que cortaria cerca de 15.600 empregos, 30% do quadro de funcionários, para o pagamento de dívidas.

O corte de empregos, superior ao previsto anteriormente, deve acontecer até abril de 2013. Ele foi definido pelo fundo de investimento estatal responsável pelo plano de recuperação da JAL.

O Etic estima que a perda operacional da JAL chegará aos 265,1 bilhões de ienes.

(Com informações da Reuters, da AFP e da EFE)

(G1, 19/01/2010)

Pequisa diz que 70% dos japoneses apoiam voto para estrangeiros

A pesquisa publicada pelo jornal Asahi foi feitas nos dia 16 e 17 de janeiro
Japão, Tokyo

O jornal Asahi publicou na terça-feira (19) uma pesquisa feita por telefone com a população japonesa sobre o direito de voto dos estrangeiros com visto permanente.

A pesquisa foi feita no sábado (16) e domingo (17) com 844 pessoas. Segundo o jornal Asahi, 60% dos entrevistados em todo país são a favor do direito de voto para os estrangeiros com visto permanente e 29% são contra.

Por a faixa etária, entre 30 e 40 anos de idade, 70% são a favor. Na faixa dos 60 anos de idade, o índice de aprovação cai para 54%, e na faixa de 70 anos de idade, o apoio ficou em 37%.

Dentro do Partido Democrático 70% dos parlamentares são a favor da aprovação do projeto-lei, enquanto 23% são contra.

No Partido Liberal-Democrata, principal partido de oposição, as opinões contra e a favor empataram em 45% para cada lado.

O voto dos estrangeiros pode ser discutido pelo parlamento japonês ainda nesta semana.

(IPC digital, 19/01/2010)

Direção da Japan Airlines decide declarar falência

Da EFE

Tóquio, 19 jan (EFE).- Os diretores da companhia aérea japonesa Japan Airlines (JAL), a maior da Ásia, decidiram hoje declarar a falência da companhia, de acordo com a lei de Reabilitação Corporativa, segundo a agência japonesa "Kyodo".

O Governo japonês deve apresentar ainda hoje um plano de reestruturação para a companhia, com o objetivo de manter as operações da empresa. EFE

(G1, 19/01/2010)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Milhares de japoneses comemoram 20 anos da coroação do imperador

Tóquio, 12 nov (EFE).- Milhares de curiosos, desfiles, música e um forte contingente policial tomaram hoje o centro de Tóquio, para homenagear os 20 anos da coroação do imperador japonês Akihito, que ocupa o milenário Trono do Crisântemo.

Com mais de 16 mil agentes desdobrados, ruas interditadas e controles policiais, as imediações do Palácio Imperial se transformaram em um protegido ambiente festivo, que contou com a presença de 50 mil pessoas, muitas de idade avançada, que tiveram que se submeter a exaustivos registros.

O imperador e sua esposa Michiko, ambos de 75 anos, permaneceram longe da vista do público, no interior do Palácio, onde receberam felicitações de seus três filhos e quatro netos, e posteriormente foram a uma cerimônia formal com o Governo, liderado pelo primeiro-ministro, Yukio Hatoyama.

O ritmo de Tóquio foi hoje afetado pela coincidência do aniversário da coroação de Akihito com a chegada amanhã do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o que acarretou fortes medidas de segurança.

Próximo ao Palácio Imperial, houve uma manifestação de 200 antiimperialistas, que protestaram com cartazes e marionetes satíricas contra Akihito e o imperador anterior, o falecido Hirohito.

Nos jardins adjacentes ao palácio, 30 mil pessoas, segundo o comitê organizador, assistiram a um desfile com dançarinos e comitivas das diferentes províncias do Japão, que se apresentaram com trajes típicos.

Idosos e crianças participaram do evento com coloridas vestimentas chamadas "happis", uma espécie de quimono de verão, e desfilaram entre bandeiras nacionais e lanternas japonesas, ao ritmo de uma música alegre e ao som dos "taiko" (tambores típicos).

Em uma esplanada próxima, outras 20 mil pessoas acompanharam o desfile através das gigantes telas que foram montadas, desafiando o frio do outono e a ameaça de chuva, para assistir ao show do famoso grupo pop japonês, o Exile, que encerrou as comemorações com uma música em homenagem aos imperadores.

"Apesar de ser o dia mais frio do ano muita gente veio pelo aniversário, mas, por outra parte, na rua também há muitos que se perguntam que é o que está acontecendo", disse à Agência Efe uma jornalista local, em frente ao Palácio Imperial.

Akihito chegou ao trono no dia 7 de janeiro de 1989, após a morte de seu pai, o imperador Hirohito.

A cerimônia oficial de coroação aconteceu no dia 12 de novembro de 1990, mas a Casa Imperial comemora o aniversário este ano já que sua chegada ao trono formal foi em 1989.

A Constituição japonesa de 1947 estabelece que o imperador, que ocupa um trono que remonta ao ano 660 a.C., tem um papel meramente simbólico, limitado a pouco mais que sancionar nomeações oficiais.

Apesar disso, a Casa Imperial, uma opaca instituição que emprega mil funcionários ocupados o tempo todo com o bem-estar do imperador - e de afastá-lo da realidade, segundo os críticos -, continua sendo venerada no Japão, país amante da ordem e respeitoso do comando.

Uma recente enquete realizada por ocasião do 20º aniversário da coroação apontava que 81% dos japoneses consideram que o imperador está cumprindo seu papel como símbolo da unidade da nação, frente a somente 15% que não concordam com isso.

No entanto, somente 56% disseram haver algum interesse por parte dos membros da dinastia imperial, enquanto 43% apontaram que isso importava "pouco ou nada" para eles. EFE

(G1, 12/11/2009)

Obama se curva a imperador e recebe críticas

Analistas interpretam gesto como uma demonstração de fraqueza

Novas imagens do presidente Barack Obama se curvando diante do imperador do Japão enfureceram críticos nos Estados Unidos. Segundo os analistas, o líder norte-americano deveria se manter em uma postura ereta, enquanto representava os EUA no exterior.

Obama estava na segunda-feira na China, em mais uma etapa de seu giro pela Ásia. Os observadores norte-americanos avaliaram se o presidente dos EUA tinha cometido um erro, quando fez uma grande reverência, curvando-se diante do imperador do Japão, Akihito. Programas de televisão que tratam de política repetiram várias vezes a cena.

– Eu não sei por que o presidente Obama pensou que isso era apropriado – afirmou, no domingo, o conservador William Kristol, em entrevista à Fox.

– Mas não é apropriado para um presidente americano se curvar diante de um estrangeiro – acrescentou.

Segundo Kristol, esse gesto sugere que os EUA tornaram-se fracos ou excessivamente reverentes.

– É feio. Eu não quero ver isso – afirmou outro conservador, Bill Bennett, na CNN.

– Nós não fazemos reverência a reis ou imperadores – disse ele.

Cena comparada com encontro em 2007

Alguns conservadores compararam a cena com um encontro entre o imperador japonês e o então vice-presidente Dick Cheney. Em 2007, Cheney cumprimentou Akihito com um forte aperto de mão, sem se curvar. Outros lembraram o fato de Obama já ter se curvado diante do rei da Arábia Saudita, Abdullah, durante um encontro do G-20 em abril.

A viagem do presidente à Ásia tem o propósito de reafirmar o poder americano na região, cada vez mais influenciada pela China. Em casa, o fato de Obama se curvar diante do imperador parece ter roubado a maior parte das atenções.

O gesto pareceu enfurecer os críticos que dizem que, com Obama, os EUA desistiram de seu papel como superpotência.

Algumas vozes dispuseram-se a defender Obama.

– Eu acho que foi um gesto de gentileza – ressaltou a ativista democrata Donna Brazile.

Segundo ela, mostra “boa vontade entre duas nações que se respeitam”.

Um funcionário do governo disse ao site Político que apenas foi respeitado o protocolo. A fonte ressaltou que a posição dos EUA no Japão não ficou em nada ameaçada com a visita, pelo contrário.

(Diário Catarinense 17/11/2009)

Departamento de Estado diz que Obama mostrou respeito a Akihito ao se curvar


WASHINGTON, EUA — O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não fez nada além de mostrar respeito ao imperador do Japão ao se curvar em reverência diante dele, declarou nesta terça-feira o departamento de Estado, tentando cortar a polêmica pela raiz.

"De um modo geral, o protocolo consiste em respeitar os costumes e tradições do país anfitrião. O presidente só mostrou seu respeito a Akihito", afirmou o departamento de Estado em comunicado.

De acordo com o código de cortesia japonês, existem quatro níveis de prosternação, que variam segundo as circunstâncias: a simples inclinação de cabeça e as prosternações a 15, 30 e 45 graus.

O comunicado ainda lembra que o serviço de protocolo do departamento de Estado tem como missão aconselhar o presidente em suas viagens ao exterior.

As imagens de Obama se curvando diante do imperador sábado em Tóquio levaram vários conservadores americanos a dizer que o líder dos Estados Unidos deveria se comportar diante de outros dirigentes de igual para igual ao representar o país no exterior.

Talk shows políticos já exibiram a imagem da mesura dezenas de vezes, enquanto a internet ferve com discussões acerca do gesto presidencial.

"Não sei porque o presidente Obama achou que isto era apropriado. Talvez ele tenha pensado que ficaria bem no Japão. Mas não é apropriado para um presidente americano se curvar diante de um estrangeiro", condenou o comentarista conservador william Kristol, da rede Fox News.

Após assistir às imagens do encontro entre Obama e Akihito, Bill Bennett, outra voz conservadora de peso, disse à rede CNN: "É feio. Eu não quero ver isto (...). Nós não reverenciamos imperadores. Não reverenciamos reis ou imperadores".

Outros críticos conservadores compararam a imagem de Obama se curvando a uma foto do ex-vice-presidente Dick Cheney, que em 2007 cumprimentou o imperador do Japão com um firme aperto de mão - sem nenhuma mesura.

"Aposto que, se você olhar imagens de líderes mundiais nos últimos 20 anos se encontrando com o imperador no Japão, verá que eles não se curvam", destacou Kristol.

Do lado dos defensores do presidente, a ativista democrata Donna Brazile elogiou sua mesura diante do imperador.

"Acho que foi um gesto de gentileza", declarou a comentarista, em entrevista à CNN, estimando que a intenção de Obama era mostrar "boa vontade entre duas nações que se respeitam".

(AFP, 17/11/2009)